<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-7856515914530081554</id><updated>2012-01-18T04:08:26.861-08:00</updated><title type='text'>André Luis de Oliveira Sant'Anna</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://alosantanna.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7856515914530081554/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alosantanna.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>alosantanna</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03710714729204221710</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_G1D6b_4U3YE/TNVPsR7YjfI/AAAAAAAAAFg/GKffUGLfrUg/S220/caricatura_html_m709dd5b6.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>37</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7856515914530081554.post-4559227554307555104</id><published>2011-07-22T11:12:00.000-07:00</published><updated>2011-07-22T11:14:00.761-07:00</updated><title type='text'>Saudades Daquele Tempo</title><content type='html'>Você lembra do tempo do trem de prata? Recordo de vê-lo passando já cheio de dias, mas com força suficiente para seguir a viagem entortando as ruas por onde passava com sua elegância e  magia. Isso mesmo, ele cruzava a estrada repleto de magia, pois passava pelos lugares comuns, deslizando pelos mesmos trilhos que os trens do dia-a-dia mas os revestindo de encantamento.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Acredito que parte do poder de sedução que o trem de prata exercia sobre mim, devia ao mistério que envolvia os detalhes de seus serviços e do que possuíam o interior daqueles vagões, que olhavam pra mim com suas janelas entre-abertas. E embora, eu não saísse do lugar vendo o trem de prata passar, minha mente viajava com ele, indo a lugares bem mais distantes que suas estações de fato levariam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descubro que a minha saudade não é apenas do trem de prata, mas também da infância que retorna quando me lembro dele, dos amigos daquele tempo, dos sonhos daquele período da existência, de quem eu era antes de precisar ser o que os outros queriam que eu fosse. Lembro com saudades daquele tempo. Qual o tempo que você tem saudades? Seria do bondinho, ou dos passeios na Quinta da Boa Vista, ou seria da época das lojas Mesbla ou dos dias em que tomava sorvete de abelha? Muitos dirão que este período já passou, está morto e enterrado. Mas, morto mesmo está, aquilo que não é mais lembrado.  A saudade tem o poder de trazer para perto o que estava longe, e se por um lado tem coisas que não voltam, tem outras que podem ser reencontradas. Como a capacidade de sair do lugar com a força dos nossos sonhos.  Estão perdendo a viagem todos aqueles que por acharem tudo cansativo, desistiram de acreditar. Parafraseando Voltaire, eu diria: Ouse acreditar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;André Luís de Sant'Anna&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7856515914530081554-4559227554307555104?l=alosantanna.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alosantanna.blogspot.com/feeds/4559227554307555104/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7856515914530081554&amp;postID=4559227554307555104' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7856515914530081554/posts/default/4559227554307555104'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7856515914530081554/posts/default/4559227554307555104'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alosantanna.blogspot.com/2011/07/saudades-daquele-tempo.html' title='Saudades Daquele Tempo'/><author><name>alosantanna</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03710714729204221710</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_G1D6b_4U3YE/TNVPsR7YjfI/AAAAAAAAAFg/GKffUGLfrUg/S220/caricatura_html_m709dd5b6.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7856515914530081554.post-280385944677909163</id><published>2011-02-15T03:40:00.000-08:00</published><updated>2011-02-15T03:43:54.229-08:00</updated><title type='text'>Às Vezes nos Enganamos</title><content type='html'>Outro dia estava chegando a Estação de Metrô do Largo da Carioca, e vi deixando a plataforma a composição que seguia rumo a  Pavuna. Suspirei aliviado, embalado pela certeza de que o próximo se dirigiria para Saens Peña, que era meu destino naquele momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Já dentro do vagão, fui abordado por um senhor que queria saber se aquele era o metrô que iria para a Pavuna. Estufei o peito, e lhe lancei meus conhecimentos sobre a nem tão imensa malha metroviária do Rio de Janeiro, dizendo que ele havia pego a composição errada, mas que poderia saltar na Central do Brasil e pegar o próximo que seguramente iria para a Pavuna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Quando paramos na Central, em meio ao tumulto de pessoas descendo como cascata, ouvi uma voz que dizia(em tom nada profético apenas informativo): Estação Central, estação de transferência para os passageiros que seguem no sentido Saens Pena.  Ainda deu tempo de dizer para o senhor que esperasse um pouco, enquanto eu verificava a informação que havia dado.  Do lado de fora, vi incrédulo que eu havia me enganado, e disse pra ele: - Pode seguir, quem estava no metrô errado era eu.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Menos mal, que consegui constatar a tempo que sabe-se lá porque eu que jurava ter razão estava enganado, evitando que meu engano me levasse para um lugar que eu não pretendia ir.  Existem momentos que chegamos em lugares, em situações e em circunstâncias que não pretendíamos, porque não reconhecemos a tempo que estávamos enganados, jurávamos que tínhamos razão, mas julgamos equivocadamente.  Por isso, vale por vezes desconfiar de algumas de nossas certezas, questionar nossas perspectivas, checar se de fato avaliamos bem ou se algo nos escapou.  Pois afinal, somos distraídos e muitas vezes preferimos acreditar que somente os outros é que se enganam. Torna-se cada vez mais necessário reavaliarmos nosso modo de pensar e nossos pré-julgamentos para não corrermos o risco de seguirmos a todo vapor para onde não desejávamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;André Luís de Oliveira de Sant'Anna&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7856515914530081554-280385944677909163?l=alosantanna.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alosantanna.blogspot.com/feeds/280385944677909163/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7856515914530081554&amp;postID=280385944677909163' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7856515914530081554/posts/default/280385944677909163'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7856515914530081554/posts/default/280385944677909163'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alosantanna.blogspot.com/2011/02/as-vezes-nos-enganamos.html' title='Às Vezes nos Enganamos'/><author><name>alosantanna</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03710714729204221710</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_G1D6b_4U3YE/TNVPsR7YjfI/AAAAAAAAAFg/GKffUGLfrUg/S220/caricatura_html_m709dd5b6.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7856515914530081554.post-7244968259491955318</id><published>2011-01-04T06:55:00.000-08:00</published><updated>2011-01-04T06:57:49.242-08:00</updated><title type='text'>Entre Chegadas e Partidas</title><content type='html'>Prefiro a viagem. Demorei a aceitar, mas vivo com passagem para a vida. E entre a partida e a chegada, escolho a viagem; o caminho é o fruto que enche a minha boca de desejo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Viajo com o rosto grudado na janela, meus olhos são as janelas e com eles ilumino o trajeto para avistar as cenas de beleza que sigo colhendo no canteiro da minha alma. Coloquei uma placa em meu canteiro e o chamei de saudade, nele sinto perto os aromas do longe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Em um passeio na infância revelou-se meu gosto pela estrada. Aconteceu quando me hospedei por uma noite na rodoviária, cheguei tarde e ainda era cedo para partir, por isso ficamos ali aguardando a chegada do ônibus até o amanhecer.  No emaranhado entre parentes e estranhos, entre idas e vindas, adormeci e sonhei com a alegria de ir, vocação do alto: “Portanto, ide ...”. E estou ainda hoje nesta aventura de viver, não acho que já tenha chegado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Por isso, enquanto 2010 já partiu e 2011 chegou, eu estou de mochilas prontas e digo: prefiro a viagem. Há muito para ver e viver, espero que aproveite a jornada e colha mudas de saudade para plantar na alma e se alegrar com as boas lembranças. Mas isso, é para os que rompem as amarras e se põe no Caminho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; “Ando pelo caminho, me perco do caminho, e o Caminho me reencontra, conduzindo-me de volta”. Osmar Ludovico&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;André Luís de Sant'Anna&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7856515914530081554-7244968259491955318?l=alosantanna.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alosantanna.blogspot.com/feeds/7244968259491955318/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7856515914530081554&amp;postID=7244968259491955318' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7856515914530081554/posts/default/7244968259491955318'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7856515914530081554/posts/default/7244968259491955318'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alosantanna.blogspot.com/2011/01/entre-chegadas-e-partidas.html' title='Entre Chegadas e Partidas'/><author><name>alosantanna</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03710714729204221710</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_G1D6b_4U3YE/TNVPsR7YjfI/AAAAAAAAAFg/GKffUGLfrUg/S220/caricatura_html_m709dd5b6.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7856515914530081554.post-5100758568322697649</id><published>2010-11-29T11:43:00.000-08:00</published><updated>2010-11-29T11:48:39.135-08:00</updated><title type='text'>Um Rio em Chamas</title><content type='html'>O Rio de Janeiro arde em chamas. Uma chama que consome aos poucos, mas que seu crepitar pode ser ouvido para muito além das fronteiras da cidade. Uma negra fumaça sobe de ruas e vielas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da lonjura de uma cidade outrora maravilhosa, avistamos o fogo que nos surpreende na metade do caminho, entre as idas e vindas de cada dia; as chamas correm pelas ruas, descem como cascata pelos morros e parece começar a impregnar até mesmo os cenários de beleza que habitam na alma dos cariocas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Destes incêncios, esvoaçam cinzas que começam a povoar enquanto neblina cinzenta os nossos olhos, e grudados na retina nos impedem de avistar futuros, por isso caminhamos inseguros. O que nos queima é o medo, somos feridos de indignação e descobrimos que nossa pele não é a prova de balas, não é a prova de ofensas, não é a prova de desrespeito, mas estes penetram e ferem a carne. Sangramos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelo caminho deixamos e choramos nossos mortos, lembramos e arrastamos nossos feridos. Contudo,sobrevivemos. E do meio da dor, começamos a ver aproximar os que resistiram. Avistamos o Cristo, ainda de braços abertos,e também sorrisos, o pôr-do-sol que ainda agradece os aplausos, e esta incansável vontade de recomeçar. Nos juntamos e enquanto varremos as cinzas, lavamos avenidas e o coração, vemos renascer a alma do povo, ainda capaz de acreditar que o rio de chamas, pode virar um rio de paz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;André Luís de Sant'Anna&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7856515914530081554-5100758568322697649?l=alosantanna.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alosantanna.blogspot.com/feeds/5100758568322697649/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7856515914530081554&amp;postID=5100758568322697649' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7856515914530081554/posts/default/5100758568322697649'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7856515914530081554/posts/default/5100758568322697649'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alosantanna.blogspot.com/2010/11/um-rio-em-chamas.html' title='Um Rio em Chamas'/><author><name>alosantanna</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03710714729204221710</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_G1D6b_4U3YE/TNVPsR7YjfI/AAAAAAAAAFg/GKffUGLfrUg/S220/caricatura_html_m709dd5b6.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7856515914530081554.post-5744260507897250904</id><published>2010-10-14T04:57:00.000-07:00</published><updated>2010-10-14T05:04:26.666-07:00</updated><title type='text'>Sobre Casas e Igrejas Penadas</title><content type='html'>Dia desses esbarrei em um texto que ficou emaranhado nas entrelinhas de minha memória, esvoaçando lembranças para todos os lados.  Falava sobre estas coisas extraordinariamente corriqueiras que vão soprando para longe nossos pensamentos, o assunto neste caso foi um pedido de informação sobre como chegar em determinado lugar dirigido a um morador antigo, desses que parece trazer uma bússola enraizada no crânio e conhece seu bairro ainda melhor que as travessas de suas próprias mãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Tomado de confiança ele diz: É simples, basta seguir e virar na Farmácia Petrópolis, apesar da credibilidade geográfica do informante, e da informação dada com clareza, o sujeito seguiu perdido, pelo simples fato de que não existia mais nenhuma Farmácia Petrópolis, tinha mudado de nome e de empreendimento.  Acontece com a gente aqui em Tomaz Coelho o tempo todo, é perto do Mercado Pereirão, ou ainda é só seguir pela Av. Automóvel Club, muito embora o Pereirão já mudou de nome sei lá quantas vezes, e a Automóvel Club, se converteu a Martin Luther King Jr., mas parece que ainda não está plenamente convencida do novo nascimento.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; De fato, parece que realmente existem para além das almas penadas, até casas e ruas penadas.  O que não se trata de dizer que sejam mal-assombradas ou ocupadas por fantasmas. Mas consiste de espaços que não conseguiram superar a fama do que antes abrigavam. E apesar de trocarem letreiros, mudarem a pele com novas cores de tintas, alterando até mesmo em alguns momentos a função que outrora desempenharam, nada disso é suficiente para que movam o pé que permanece concretado ao passado.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Estas construções continuam legíveis apenas para os antigos moradores, mas confundem os novos, silenciam diante deles.  Há igrejas assim também, que permanecem com manias do passado, afetos, distâncias, placas e sinalizações que não mais orientam, e que se recusam a viver novos tempos e receber novos moradores, preferem morrer no passado ao invés de reviver para o futuro. Podem até ter uma aparência renovada na fachada, mas no interior permanecem inadaptáveis, ressentidos, preferindo entrincheirar-se entre escombros do que desprenderem-se para um outro tempo. Desconfio que existem casas, salas de aula e escritórios que também são assim. É o que acho...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;André Luís de Oliveira de Sant'Anna&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7856515914530081554-5744260507897250904?l=alosantanna.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alosantanna.blogspot.com/feeds/5744260507897250904/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7856515914530081554&amp;postID=5744260507897250904' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7856515914530081554/posts/default/5744260507897250904'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7856515914530081554/posts/default/5744260507897250904'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alosantanna.blogspot.com/2010/10/sobre-casas-e-igrejas-penadas.html' title='Sobre Casas e Igrejas Penadas'/><author><name>alosantanna</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03710714729204221710</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_G1D6b_4U3YE/TNVPsR7YjfI/AAAAAAAAAFg/GKffUGLfrUg/S220/caricatura_html_m709dd5b6.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7856515914530081554.post-3641884347082986933</id><published>2010-09-25T11:54:00.000-07:00</published><updated>2010-09-25T11:58:07.405-07:00</updated><title type='text'>Degustações: Lispector</title><content type='html'>Saudade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saudade é um pouco como fome.&lt;br /&gt;Só passa quando se come a presença.&lt;br /&gt;Mas às vezes a saudade é tão profunda&lt;br /&gt;que a presença é pouco: quer-se &lt;br /&gt;absorver a outra pessoa toda.&lt;br /&gt;Essa vontade de um ser o outro para&lt;br /&gt;uma unificação inteira é um dos&lt;br /&gt;sentimentos mais urgentes que se&lt;br /&gt;tem na vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Clarice Lispector&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7856515914530081554-3641884347082986933?l=alosantanna.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alosantanna.blogspot.com/feeds/3641884347082986933/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7856515914530081554&amp;postID=3641884347082986933' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7856515914530081554/posts/default/3641884347082986933'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7856515914530081554/posts/default/3641884347082986933'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alosantanna.blogspot.com/2010/09/degustacoes-lispector.html' title='Degustações: Lispector'/><author><name>alosantanna</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03710714729204221710</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_G1D6b_4U3YE/TNVPsR7YjfI/AAAAAAAAAFg/GKffUGLfrUg/S220/caricatura_html_m709dd5b6.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7856515914530081554.post-5921281787415809733</id><published>2010-09-14T04:46:00.000-07:00</published><updated>2010-09-14T04:49:52.031-07:00</updated><title type='text'>Tantas Vezes</title><content type='html'>Tem vezes que é preciso juntar os cacos,&lt;br /&gt;especialmente depois que fomos despedaçados pela violência  das  palavras;&lt;br /&gt;Outras vezes precisamos fazer um esforço para aguentar a carga,&lt;br /&gt;particularmente quando sobrecarregados pelo peso das indiferenças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certas vezes é preciso é preciso enxugar às lágrimas,&lt;br /&gt;fundamentalmente se é necessário avistar o caminho por onde seguir;&lt;br /&gt;Outras vezes é preciso apurar o olhar para enxergar distante,&lt;br /&gt;essencialmente quando o novo, longe ou perto, começa a surgir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas vezes é preciso liberar o ouvido,&lt;br /&gt;meticulosamente obstruído pelos ruídos-nossos-de-cada-dia;&lt;br /&gt;Outras vezes é preciso sintonizar a escuta para captar do coração uma nova melodia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tantas vezes porém é preciso se colocar de novo ao caminho,&lt;br /&gt;estranhamente quando começamos a nos acomodar as paradas;&lt;br /&gt;Outras vezes precisamos reorientar os passos&lt;br /&gt;divinamente iluminados através dos cacos em vitral dirigindo-nos nesta renovada estrada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;André Luís de Oliveira de Sant'Anna&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7856515914530081554-5921281787415809733?l=alosantanna.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alosantanna.blogspot.com/feeds/5921281787415809733/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7856515914530081554&amp;postID=5921281787415809733' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7856515914530081554/posts/default/5921281787415809733'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7856515914530081554/posts/default/5921281787415809733'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alosantanna.blogspot.com/2010/09/tantas-vezes.html' title='Tantas Vezes'/><author><name>alosantanna</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03710714729204221710</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_G1D6b_4U3YE/TNVPsR7YjfI/AAAAAAAAAFg/GKffUGLfrUg/S220/caricatura_html_m709dd5b6.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7856515914530081554.post-670563755871010719</id><published>2010-09-10T12:03:00.000-07:00</published><updated>2010-09-10T12:22:05.376-07:00</updated><title type='text'>Degustações: Colasanti</title><content type='html'>Desertificação&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marina Colasanti&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O deserto começou a infiltrar-se na casa por baixo da porta, areia tangida por invísivel sopro. Abriram, espiaram o elevador, examinaram as escadas. Nada. Nem areia nem vento. Em casa, porta fechada, halitava o siroco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abrasiva debaixo dos pés, suave concha nos cantos, a areia acumulava-se. Desapareceram as flores do tapete, secaram as folhagens do sofá. Quando o deserto sufocou os pássaros da tapeçaria, nenhum verde restava na sala. Sem chuva, breve morreria também o oásis do quarto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Formada a primeira duna, o pai trouxe a cabra e o cabritinho amarrados de corda. Garantiriam o leite. A mãe, arrancando cortinas, providenciou panos, folgadas roupas, turbantes que protegiam a cabeça e a boca. Os olhos, na claridade, trabalhavam para descobrir entre frestas algum alimento para as cabras. E à noite acendiam em fogueiras o que restava dos móveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas logo a duna começou a mover-se. Desfaziam-se as ondas do cimo para ondularem mais adiante. Era hora de partir. Desmontaram a tenda, amarraram as cabras, ergueram nos ombros os odres de leite. E em fila pelo corredor seguiram a maré da duna. Acampariam onde ela parasse. Tornariam a partir com ela, viajantes no ritmo de luas e sóis. Assim para sempre, acompanhados pelo balido das cabras e pela urgência do vento, vida nômade que apenas começava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marina Colasanti, da obra Um Espinho de Marfim e Outras Histórias&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7856515914530081554-670563755871010719?l=alosantanna.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alosantanna.blogspot.com/feeds/670563755871010719/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7856515914530081554&amp;postID=670563755871010719' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7856515914530081554/posts/default/670563755871010719'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7856515914530081554/posts/default/670563755871010719'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alosantanna.blogspot.com/2010/09/degustacoes-colasanti.html' title='Degustações: Colasanti'/><author><name>alosantanna</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03710714729204221710</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_G1D6b_4U3YE/TNVPsR7YjfI/AAAAAAAAAFg/GKffUGLfrUg/S220/caricatura_html_m709dd5b6.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7856515914530081554.post-7855859156068839783</id><published>2010-08-19T05:29:00.000-07:00</published><updated>2010-08-19T05:32:48.182-07:00</updated><title type='text'>Memórias, Boletins Antigos e Manifestações de Louvor</title><content type='html'>Não lembro onde deixei minha chave.  Esqueci de ligar para o meu pai.  O aniversário dela foi ...foi... quando mesmo? Estava lembrando dos meus esquecimentos, e enquanto pescava velhas memórias fui fisgado por um cardume de boletins antigos e os puxei para a mesa,  passando a relembrá-los.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Veja só, depois de me deparar em meus guardados com esta pilha de boletins antigos, fiquei como quem acha velhos brinquedos, esparramando-me sobre eles ao revisitar velhas memórias, passeando em cenários de outrora e balbuciando canções de outros tempos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Avistei saudades e me deparei com lembranças que jaziam submersas, e junto as lembranças de outro tempo fui dissipando as neblinas que embotam o vivido e me deparei com cultos de vitória, cultos de despedida, celebrações de chegada.  Relembrei velhos amigos, antigos lugares e num eterno retorno deparei-me com as razões da minha fé. Lembrei do que não posso esquecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Deus sabendo de nossa tendência ao esquecimento, em dado momento orientou a Josué para que depois da travessia do Rio Jordão para evitar uma amnésia coletiva diante das maravilhas que Deus estava operando, que ele tirasse 12 pedras do meio do rio para erguer um memorial. E Deus disse: “Elas servirão de sinal para vocês. No futuro, quando os seus filhos lhes perguntarem: Que significam estas pedras?, respondam que as águas do Jordão foram interrompidas diante da arca da aliança do Senhor. Quando a arca atravessou o Jordão, as águas foram interrompidas. Essas pedras serão um memorial perpétuo para o povo de Israel” (Js 4.6, 7).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Portanto, queria propôr um memorial para que resgatássemos as bençãos esquecidas e eternizássemos as vitórias alcançadas, e façamos memoriais; escreva um salmo, anote na agenda, dê um culto, tire uma foto, chame pelo nome as maravilhas que Deus tem operado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;André Luís de Oliveira de Sant'Anna&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7856515914530081554-7855859156068839783?l=alosantanna.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alosantanna.blogspot.com/feeds/7855859156068839783/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7856515914530081554&amp;postID=7855859156068839783' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7856515914530081554/posts/default/7855859156068839783'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7856515914530081554/posts/default/7855859156068839783'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alosantanna.blogspot.com/2010/08/memorias-boletins-antigos-e.html' title='Memórias, Boletins Antigos e Manifestações de Louvor'/><author><name>alosantanna</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03710714729204221710</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_G1D6b_4U3YE/TNVPsR7YjfI/AAAAAAAAAFg/GKffUGLfrUg/S220/caricatura_html_m709dd5b6.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7856515914530081554.post-4607384741572619466</id><published>2010-08-06T18:15:00.000-07:00</published><updated>2010-08-06T18:17:26.397-07:00</updated><title type='text'>Ladrões de Tempo</title><content type='html'>Se diz que as ruas daquela cidade vertiam sangue e medo, tão intensos eram os perigos e a violência que a comprimiam.  Os criminosos mestiçaram-se às sombras espreitando a quem pudessem atacar.  Roubava-se de tudo por lá, os gatunos devoravam o que encontravam pela frente desde partes dos bens a pedaços dos corpos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Mas soube-se em dias recentes que pelos becos e vielas da tal cidade, deram também para roubar tempo.  Isto mesmo meu caro leitor,  logo o tempo que nunca se submeteu a ser engaiolado, congelado ou estocado pelos homens, mas que nos segue apenas enquanto bem entende,agora, anda sendo usurpado sem o menor pudor. Arrancam segundos, minutos, horas e até mesmo anos dos mais preciosos; tudo isso  arrastado e levado de dentro dos escritórios, fábricas e residências, e veja que tais fatos vem  acontecendo logo ali.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Entretanto espalhou-se como penas sopradas ao vento para muito além da tal cidade, não só o fato de que tem muito ladrão de tempo por aí, como também a estarrecedora informação de que estes não agem sozinhos, mas contam com a ajuda de um poderoso cúmplice.  Veja você que andam dizendo  que são as próprias vítimas que abrem as portas dos seus lares, as páginas de suas agendas e cooperam para que seu tempo seja roubado, e quando se dão conta: não tem mais tempo! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;( Texto escrito em memória de minha avó D. Alice, falecida em 14 de novembro de 2009; e em protesto por todos os ladrões de tempo para os quais abri as portas e me levaram as preciosas gotas de vida, as quais costumamos chamar de momentos. )&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;André Luís de Sant'Anna&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7856515914530081554-4607384741572619466?l=alosantanna.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alosantanna.blogspot.com/feeds/4607384741572619466/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7856515914530081554&amp;postID=4607384741572619466' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7856515914530081554/posts/default/4607384741572619466'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7856515914530081554/posts/default/4607384741572619466'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alosantanna.blogspot.com/2010/08/ladroes-de-tempo.html' title='Ladrões de Tempo'/><author><name>alosantanna</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03710714729204221710</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_G1D6b_4U3YE/TNVPsR7YjfI/AAAAAAAAAFg/GKffUGLfrUg/S220/caricatura_html_m709dd5b6.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7856515914530081554.post-3619577491681521107</id><published>2010-08-02T13:41:00.000-07:00</published><updated>2010-08-02T13:42:49.646-07:00</updated><title type='text'>Degustações: Gondim</title><content type='html'>Segue abaixo, belo e necessário texto de Ricardo Gondim:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu jeito de teologar&lt;br /&gt;Ricardo Gondim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teologia é linguagem sobre Deus. Com teologia procuramos juntar os cordões que podem dar sentido à nossa existência. Ansiamos por achar a nós mesmos enquanto arfamos pelo Divino. Rubem Alves acertou quando disse que a teologia não pode ser malha que prende o Mistério, mas é rede onde nos deitamos. Teologia é linguagem precária. Nela peregrinos se aconchegam e encontram ânimo na busca por Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como pastor de uma comunidade pujante, que reúne quase três mil pessoas por domingo, sei que em todos os sermões, de alguma forma, faço teologia. Adolescentes irrequietos, universitários idealistas, pequenos e médios empresários, funcionários públicos e idosos sábios chegam com muitas perguntas. Diante de suas aflições, vaidade, arrogância e cinismo perdem força.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Domingo, molhei a camisa com as lágrimas de uma mãe que havia enterrado o filho que se suicidara menos de um mês antes. Meu abraço, mesmo sem palavra alguma, era uma resposta calada diante de sua dor. Ali, eu articulava teologia em silêncio. Na impotência de não ter o que dizer naquela situação, simultaneamente comum e brutal, notei que o encadeamento da lógica religiosa carece da delicadeza de um violino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquele rápido momento, vi que não havia como padronizar uma resposta. A gente só percebe o vício do lugar-comum, do clichê, do jargão, quando se vê diante de alguém destroçado pela tragédia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesses confrontos inesperados com a dor, aprendemos a respeitar os dramas que nos rodeiam. Ficamos diante da insuficiência da linguagem. Foi desses encontros trágicos que mudei e mudei muito. Agora, quero teologar com menos altivez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero falar de Deus sem exigências messiânicas; desprovido da presunção de lídimo defensor da sã doutrina. Desejo tão somente oferecer o ombro e abrir mão de minhas muitas explicações. Se no passado confundi entusiasmo com afobação, zelo com intolerância, arrojo com precipitação, hoje tento um pisar mais simples diante de Deus e dos homens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero falar de Deus com mansidão. Sem reputação a defender, desisto do fascínio do sucesso, de angariar plateias, de inebriar-me com aplausos. Quero encarnar o significado mais profundo de “estar crucificado com Cristo”. Depois de tantos anos, ainda não me vesti da mesma atitude do meu Senhor, que se esvaziou para servir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero falar sobre bondade, essa rara e nobre virtude que transcende nossas ações para nos integrar ao agir de Deus. Preciso ser bondoso comigo mesmo, não deixando que falsas culpas detonem processos internos de intransigência com o próximo; ser paciente com as inadequações dos que claudicam e doar-me como São Francisco de Assis: “Ó Mestre, fazei que eu procure mais consolar que ser consolado; compreender que ser compreendido, amar que ser amado. Pois é dando que se recebe, é perdoando que se é perdoado e é morrendo que se nasce para a vida eterna”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero pregar mais sobre o Deus comensal, que nos convida ao banquete como pretexto para a intimidade. Quero fomentar uma espiritualidade de cozinha e não dos academicismos gelados. Desejo aprender lealdade na camaradagem da conversa solta; e no riso farto experimentar a alegria do reino de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero falar sobre os benefícios do sábado, não do sábado legalista, cravado no calendário, mas daquele que diz “basta” diante dos reclames da riqueza. Quero que a existência não se resuma ao trabalho; despertar para a urgência de eternizar cada encontro. Recordo-me de ter lido um verso sucinto: “A vida é curta, e acaba...”. Não levaremos daqui outra coisa senão as nossas memórias, portanto, que elas sejam doces.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero falar sobre Deus, sem esquecer o chão da fábrica, o quintal da casa, o pátio do colégio, a coxia do teatro, o corredor do hospital e a encosta da favela. De nada me adiantará “falar em tese”, se não conseguir encarar os Josés, as Tânias, os Rodrigos e as Kátias, que lutam bravamente para dar sentido à vida. Vejo a necessidade crescente de conversar com pessoas cujos nomes foram escritos não apenas no Livro da Vida, mas na palma da mão de Deus. Não quero que discursos substituam a força do abraço. Os amigos de Jó tropeçaram nos cadarços porque se imaginaram aptos para oferecer consolo com juízos horrorosos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero falar do céu sem desgrudar-me do mundo e mostrar que a vida abundante prometida por Jesus não merece ser empurrada para depois da morte. Repetirei as palavras de Paulo: “Foi para a liberdade que Cristo nos libertou”. Vou enfatizar que a verdadeira religião consiste em cuidar do órfão e da viúva. E não esquecerei: toda a lei se resume em amar a Deus e ao próximo como a mim mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se conseguir teologar assim, com a ternura dos poetas e a paixão dos profetas, completarei a minha carreira, tendo guardado a fé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Soli Deo Gloria&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7856515914530081554-3619577491681521107?l=alosantanna.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alosantanna.blogspot.com/feeds/3619577491681521107/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7856515914530081554&amp;postID=3619577491681521107' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7856515914530081554/posts/default/3619577491681521107'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7856515914530081554/posts/default/3619577491681521107'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alosantanna.blogspot.com/2010/08/degustacoes-gondim.html' title='Degustações: Gondim'/><author><name>alosantanna</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03710714729204221710</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_G1D6b_4U3YE/TNVPsR7YjfI/AAAAAAAAAFg/GKffUGLfrUg/S220/caricatura_html_m709dd5b6.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7856515914530081554.post-1708146535066323597</id><published>2010-07-24T17:06:00.000-07:00</published><updated>2010-07-24T17:07:41.700-07:00</updated><title type='text'>A Caminho do Mar</title><content type='html'>O caminho das férias passava pelo mar de um lado e de outro as árvores inclinadas; achava nesta época que elas ficavam assim para se afastar quando o mar espirrasse nelas. Àquele caminho me levava ao momento da infância onde os sonhos tocavam a terra, estes eram os dias de férias na casa da minha tia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Quase ia esquecendo de dizer que este não é um texto necessariamente para as crianças, mas a respeito das crianças, particularmente da criança que um dia eu fui e que ás vezes continuo sendo.  Afinal, ainda guardamos com a gente pedaços da memória não totalmente extinta daquele menino que brincava com carrinho de rolimã, corria no pique-bandeira, pegava fruta no pé, falava com bonecos, construía castelos de areia e sonhava, como sonhava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Neste tempo havia um imenso mar e um pequeno pedaço de terra cercado de sonhos por todos os lados. Quando entrava no frágil barco mar a dentro, os remos se transformavam em asas.  Por falar nisto muitas vezes vi a rua se transformando em quintal ao som das palavras mágicas: “Ciranda, cirandinha, vamos todos cirandar”, e aí pronto, estava feita a brincadeira, acompanhada do riso, da alegria, enfim da comunhão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Cresci, fiquei mais ou menos responsável e muitas vezes já não sonho mais. E quando isso acontece, descubro que não fiquei maior, e sim menor. Preciso redescobrir com a criança que fui e com as que estão por perto, que ainda é possível espiar por debaixo do móvel, procurando o escondido e reencontrado por aqui mesmo nossa inesgotável capacidade de sonhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Certa vez, disse Jesus: “Em verdade vos digo que qualquer que não receber o reino de Deus como criança, de maneira nenhuma entrará nele” (Marcos 10. 15).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;André Luís de Oliveira de Sant'Anna&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7856515914530081554-1708146535066323597?l=alosantanna.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alosantanna.blogspot.com/feeds/1708146535066323597/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7856515914530081554&amp;postID=1708146535066323597' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7856515914530081554/posts/default/1708146535066323597'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7856515914530081554/posts/default/1708146535066323597'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alosantanna.blogspot.com/2010/07/caminho-do-mar.html' title='A Caminho do Mar'/><author><name>alosantanna</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03710714729204221710</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_G1D6b_4U3YE/TNVPsR7YjfI/AAAAAAAAAFg/GKffUGLfrUg/S220/caricatura_html_m709dd5b6.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7856515914530081554.post-8161604649313074056</id><published>2010-07-09T06:11:00.000-07:00</published><updated>2010-07-09T06:12:21.842-07:00</updated><title type='text'>A Cozinha da Redenção</title><content type='html'>Redescobri um dia desses um texto do Rubem Alves, em que o escritor indaga: “Qual o lugar mais importante de sua casa? Eu acho que essa é uma boa pergunta para iniciar uma sessão de psicanálise. Porque quando a gente revela qual é o lugar mais importante da casa, a gente revela também o lugar preferido da alma.” . Ao me deparar com esta questão fui conduzido a pensar sobre nossa igreja, e me perguntei: Qual o lugar mais importante da Redenção?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez esta pergunta feita a outras igrejas, encontraria como resposta coisas como: o templo, o púlpito, a sala de aula, etc.. Mas em nossa comunidade, suponho que a resposta seria: A cozinha. O que para alguns seria um atestado de nossa esquisitice, eu suspeito que seria o sinal de nossa aproximação mais intensa com o Cristo. Pois como já ouvimos, Ele foi acusado de ser comelão e beberrão pelos religiosos de sua época, logo como seus seguidores nos aproximamos mais do Mestre por ocasião de nosso gosto pela cozinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afinal, a cozinha é lugar de intimidade. As visitas ficam na sala, lugar de arrumações, enfeites e crianças comportadas. Na cozinha somos nós mesmo, espaço da convivência e das transformações. Portanto, nossa igreja tão afeita a festas e celebrações, insiste em vivenciar uma espiritualidade que não se faz somente no templo nossa sala-de-visitas, mas espiritualidade que exala seu cheiro a partir da cozinha, nosso lugar de convívio e comunhão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;André Luís de Sant'Anna&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7856515914530081554-8161604649313074056?l=alosantanna.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alosantanna.blogspot.com/feeds/8161604649313074056/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7856515914530081554&amp;postID=8161604649313074056' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7856515914530081554/posts/default/8161604649313074056'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7856515914530081554/posts/default/8161604649313074056'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alosantanna.blogspot.com/2010/07/cozinha-da-redencao.html' title='A Cozinha da Redenção'/><author><name>alosantanna</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03710714729204221710</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_G1D6b_4U3YE/TNVPsR7YjfI/AAAAAAAAAFg/GKffUGLfrUg/S220/caricatura_html_m709dd5b6.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7856515914530081554.post-5295202533654335604</id><published>2009-11-19T09:07:00.000-08:00</published><updated>2009-11-19T09:09:46.619-08:00</updated><title type='text'>Começo do Fim</title><content type='html'>Quando nos deparamos com o término, a surpresa não poucas vezes se faz presente.  O espanto dá contornos ao rosto, quando nos damos conta de que acabou seja um relacionamento, os tempos da juventude, a inocência, o encantamento ou mesmo um vínculo empregatício.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Estranho no entanto, é que boa parte das vezes o fim vai deixando pistas antes de sua chegada,  e embora seu rastro seja visível aos olhos, desviamos o olhar e ancoramos a vista noutras coisas.  Desta forma seguimos desperdiçando a ampulheta do ver nas coisas passageiras do dia-a-dia, ao invés de semear as que estão destinadas a permanecerem para além do tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Dentre as coisas que começam a acabar, gostaria de destacar hoje uma delas: o ano.  Isto mesmo meu caro leitor, o ano já está chegando ao fim.  O vestígio pode ser percebido nas garras do mercado com seu arsenal de panetones, bacalhau, enfeites e muito mais, utilizados para atrair consumidores que se deixam consumir pelas exigências estéreis de nossa sociedade consumista, e que nos lembram que mais um ano começa a acabar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; No entanto, como bem disse Jesus:”(...) ainda não é o fim” (Mateus 24. 6); por isso nada de entregar os pontos, de dar tudo como terminado antes do apito final.  Os amantes do futebol conhecem a regra de cor: “O jogo só acaba quando o juiz apita”. E até lá uma única jogada pode alterar o placar e fazer valer o jogo, suponho que foi o que fez o ladrão na cruz ao dizer para Cristo: “Senhor, lembra-te de mim, quando entrares no teu reino” (Lucas 23: 42), e pronto naquele único lance garantiu entrada no Reino de Deus.  Por isso, insisto com os desanimados, os cansados, os desapontados, os desiludidos, os desesperançados: o ano ainda não acabou.   Portanto, faça valer a pena.  Ainda dá tempo para fazer as pazes, para estender a mão, para pedir perdão, para se esforçar mais, para perseverar e não ser surpreendido com o fim do ano com uma pilha de projetos inacabados nas mãos, ainda dá para salvar muitos deles pois estamos apenas “no começo do fim” e como disse Jesus: “Mas aquele que perseverar até o fim será salvo” (Mateus 24:13).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;por André Luís de Oliveira de Sant'Anna&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7856515914530081554-5295202533654335604?l=alosantanna.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alosantanna.blogspot.com/feeds/5295202533654335604/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7856515914530081554&amp;postID=5295202533654335604' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7856515914530081554/posts/default/5295202533654335604'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7856515914530081554/posts/default/5295202533654335604'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alosantanna.blogspot.com/2009/11/comeco-do-fim.html' title='Começo do Fim'/><author><name>alosantanna</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03710714729204221710</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_G1D6b_4U3YE/TNVPsR7YjfI/AAAAAAAAAFg/GKffUGLfrUg/S220/caricatura_html_m709dd5b6.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7856515914530081554.post-659533352389822807</id><published>2009-06-25T07:40:00.000-07:00</published><updated>2009-06-25T07:58:52.189-07:00</updated><title type='text'>Derrubando Muros, Construindo Pontes</title><content type='html'>Os muros são parte dos mecanismos de defesa da casa, são a epiderme (camada mais externa que compõe a pele) do lar que tem a função de conter e proteger. Portanto, os muros são necessários e justificados, especialmente em um tempo onde os limites são violentamente desrespeitados; em épocas assim nos damos conta de que os muros cresceram, se encresparam e tornaram-se tóxicos, tantos para os que estão fora, quanto para os que estão dentro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Repentinamente, me dei conta que já não estou falando apenas dos muros feitos com tijolos e argamassa, mas digo também acerca dos muros que erguemos com os blocos de nossos preconceitos, de nossas impressões segmentadas, de nossas tradições inócuas e revestidos com o emboço de nosso rancor, de nossas magoas e de tantos afetos que nos distanciam dos outros, e nos encastelam dentro de nós mesmos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Estes tipos de muros já não nos protegem, mas nos dizimam visto que inviabilizam a comunhão, comprometem a vida comunitária e disseminam divisões. Diante de tais muralhas precisamos, tal qual Josué no caminho da terra da promessa, ser instrumentos de Deus para levar estas fortalezas ao chão.  Contudo, diferente de Josué os muros que mais necessitam cair não são os dos outros, mas os nossos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Neste tempo somos desafiados a derrubar os muros que nos separam uns dos outros, e construir pontes que nos aproximam, nos unam, nos solidarizam, enfim, pontes que nos curam.&lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7856515914530081554-659533352389822807?l=alosantanna.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alosantanna.blogspot.com/feeds/659533352389822807/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7856515914530081554&amp;postID=659533352389822807' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7856515914530081554/posts/default/659533352389822807'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7856515914530081554/posts/default/659533352389822807'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alosantanna.blogspot.com/2009/06/derrubando-muros-construindo-pontes.html' title='Derrubando Muros, Construindo Pontes'/><author><name>alosantanna</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03710714729204221710</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_G1D6b_4U3YE/TNVPsR7YjfI/AAAAAAAAAFg/GKffUGLfrUg/S220/caricatura_html_m709dd5b6.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7856515914530081554.post-6433745171580347441</id><published>2009-03-05T05:24:00.000-08:00</published><updated>2009-03-05T05:43:57.011-08:00</updated><title type='text'>Sobre Automóveis e Espiritualidade Cristã</title><content type='html'>Depois de um dia de trabalho, mal via a hora de chegar em casa, reuni meus objetos pessoais como quem prepara a bagagem para uma expedição em mares bravios a fim de retornar ao seu país.  Pois é, meus mares bravios são banhados pelo trânsito carioca e neste caso específico meu país possui dimensões modestas, pois seus limites estavam definidos pelas paredes do meu apartamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Mas, entrei em minha nau, batizada pelos fabricantes de Verona Ghia, construído nos saudosos anos de 1994, mas que ainda apresentava bom casco e bom histórico de navegação nas sinuosas avenidas da cidade. Entrei e segui rumo ao lar.  Contudo, no caminho dos navegadores não é incomum nos depararmos com dificuldades afinal como afirmou o Navegador dos navegadores: “No mundo tereis aflições ...”, e foi assim a embarcação parou e guando fui verificar a razão, que saltou aos olhos: pneu furado.&lt;br /&gt;Achei que seria de rápido reparo e que não atrasaria tanto a chegada no destino desejado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Porém, depois de procurar no compartimento destinado aos itens de manutenção, leia-se: estepe, macaco e chave de rodas; fiquei estarrecido ao me deparar com o fato de que nem macaco, nem chave de roda encontravam-se ali. Embora a noite dificultasse a busca, fui tateando centímetro por centímetro da mala sem nada encontrar.  Resolvi abandonar o barco a fim de procurar ajuda fora. A procura foi longa e exaustiva, recebi muitas negativas ao pedido de ajuda, quando finalmente encontrei um samaritano que estava no caminho do botequim e parou, me emprestou as ferramentas e disse:- Se precisar de mais alguma coisa é só voltar e pedir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Cheguei em casa sujo e exausto, mas Marcia me esperava me acolhendo no aconchego de seu abraço.  Na manhã seguinte, renovado e banhado pela luz da manhã, fui reorganizar o compartimento destinado aos itens de manutenção da nau Verona Ghia, e também adquirir os itens para municiá-la para novas expedições. Porém, ao abrir a mala a surpresa foi inevitável, pois no recanto da mala avistei os que fui buscar fora, tendo-os o tempo todo ao alcance das mãos: a chave de roda e o macaco, estavam bem ali.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Lembrei de como isso tudo me falava da vida cristã, de como temos no evangelho o que necessitamos para bem-viver mas por conta de como o mundo obscurece nossa visão, abandonamos tantas vezes o barco procurando fora o que Deus já colocou ao nosso alcance para enfrentar as adversidades da vida.  Pensei em outras lições e paralelos mas achei que seria melhor deixá-los aqui, a disposição de quem quiser explorá-los, encontrá-los e aplicá-los.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; “Quem tem ouvidos para ouvir, ouça”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;André Luís de Sant'Anna&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7856515914530081554-6433745171580347441?l=alosantanna.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alosantanna.blogspot.com/feeds/6433745171580347441/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7856515914530081554&amp;postID=6433745171580347441' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7856515914530081554/posts/default/6433745171580347441'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7856515914530081554/posts/default/6433745171580347441'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alosantanna.blogspot.com/2009/03/sobre-automoveis-e-espiritualidade.html' title='Sobre Automóveis e Espiritualidade Cristã'/><author><name>alosantanna</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03710714729204221710</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_G1D6b_4U3YE/TNVPsR7YjfI/AAAAAAAAAFg/GKffUGLfrUg/S220/caricatura_html_m709dd5b6.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7856515914530081554.post-7618369688395384220</id><published>2008-12-04T08:01:00.001-08:00</published><updated>2008-12-04T08:03:08.348-08:00</updated><title type='text'>Degustações: Colasanti</title><content type='html'>Eu sei, mas não devia&lt;br /&gt;Marina Colasanti&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E, porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E, porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E, porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E, à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora. A tomar o café correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra. E, aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E, aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E, não acreditando nas negociações de paz, aceita ler todo dia da guerra, dos números, da longa duração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o de que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que pagar. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagar mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas em que se cobra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes. A abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema e engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A gente se acostuma à poluição. Às salas fechadas de ar condicionado e cheiro de cigarro. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às bactérias da água potável. À contaminação da água do mar. À lenta morte dos rios. Se acostuma a não ouvir passarinho, a não ter galo de madrugada, a temer a hidrofobia dos cães, a não colher fruta no pé, a não ter sequer uma planta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente molha só os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele. Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se de faca e baioneta, para poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que, gasta de tanto acostumar, se perde de si mesma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(1972)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marina Colasanti nasceu em Asmara, Etiópia, morou 11 anos na Itália e desde então vive no Brasil. Publicou vários livros de contos, crônicas, poemas e histórias infantis. Recebeu o Prêmio Jabuti com Eu sei mas não devia e também por Rota de Colisão. Dentre outros escreveu E por falar em Amor; Contos de Amor Rasgados; Aqui entre nós, Intimidade Pública, Eu Sozinha, Zooilógico, A Morada do Ser, A nova Mulher, Mulher daqui pra Frente e O leopardo é um animal delicado. Escreve, também, para revistas femininas e constantemente é convidada para cursos e palestras em todo o Brasil. É casada com o escritor e poeta Affonso Romano de Sant'Anna.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7856515914530081554-7618369688395384220?l=alosantanna.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alosantanna.blogspot.com/feeds/7618369688395384220/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7856515914530081554&amp;postID=7618369688395384220' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7856515914530081554/posts/default/7618369688395384220'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7856515914530081554/posts/default/7618369688395384220'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alosantanna.blogspot.com/2008/12/degustaes-colasanti.html' title='Degustações: Colasanti'/><author><name>alosantanna</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03710714729204221710</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_G1D6b_4U3YE/TNVPsR7YjfI/AAAAAAAAAFg/GKffUGLfrUg/S220/caricatura_html_m709dd5b6.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7856515914530081554.post-6313477105245508024</id><published>2008-10-23T05:10:00.000-07:00</published><updated>2008-10-23T05:20:34.403-07:00</updated><title type='text'>Do Tempo da Xícara de Açúcar</title><content type='html'>A expressão “vizinho” é para mim, palavra macia com sabor de infância. Lembro-me da época em que vizinho mais do que palavra que falava da geografia dos moradores do bairro, ou seja, aquele que morava próximo a nós, consistia em um termo que revelava os laços humanos. Digo isto, porque o vizinho era aquele  que se pudia conversar por sobre os muros – época em que os muros permitiam que nos debruçássemos para um “dedo de prosa” – compartilhando histórias, ou mesmo aquele em que batíamos a porta com uma xícara nas mãos pedindo uma porção de açúcar ou mesmo de café, sem que isto representasse um abuso mas sim um vínculo de afeto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Os tempos estão mudados, os muros cresceram, pusemos correntes e ferrolhos nas portas e eventualmente nos corações, enfim, as palavras se esgaçaram. Criamos maneiras ascépticas de nos relacionarmos, mediados pela internet ou mesmo pelo celular, não batemos à porta deixamos scrap. Contudo, isto não nos deixou mais próximos, mas numa multiplicidade de papéis desempenhados na expectativa de conquistar a admiração no olhar do outro, nos sentimos solitários e distantes. Continuamos nos relacionando, até com cortesia e simpatia afinal nos cumprimentamos, tecemos comentários sobre o tempo e ainda assim seguimos com xícaras e corações vazios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Mas os tempos podem ser mudados. Afinal, Cristo acena com a possibilidade de vivermos de uma outra maneira, pois é Ele quem desafia “amarás ao teu próximo como a ti mesmo” (Mt 22. 39), em tempos de aridez somos convidados a redescobrir a suavidade de agirmos com fraternidade. Percebemos então que a espiritualidade de Jesus não nos leva ao isolamento e sim a comunhão. Trata-se de uma revolução onde o vizinho ou o próximo como define o próprio Cristo se torna alvo do nosso amor e cuidado. Fazendo assim, retiraremos o pó da indiferença que mancha velhos conceitos que permanecem valiosos e necessários para este tempo de desertos digitais e mesmo existenciais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;André Luís de Sant'Anna&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7856515914530081554-6313477105245508024?l=alosantanna.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alosantanna.blogspot.com/feeds/6313477105245508024/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7856515914530081554&amp;postID=6313477105245508024' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7856515914530081554/posts/default/6313477105245508024'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7856515914530081554/posts/default/6313477105245508024'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alosantanna.blogspot.com/2008/10/do-tempo-da-xcara-de-acar.html' title='Do Tempo da Xícara de Açúcar'/><author><name>alosantanna</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03710714729204221710</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_G1D6b_4U3YE/TNVPsR7YjfI/AAAAAAAAAFg/GKffUGLfrUg/S220/caricatura_html_m709dd5b6.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7856515914530081554.post-4832428765010991432</id><published>2008-09-23T04:37:00.000-07:00</published><updated>2008-09-23T04:40:58.243-07:00</updated><title type='text'>Janela Indigesta</title><content type='html'>Somente com meus olhos, atravesso as janelas de casa, assistindo ao show de horrores que é servido “a la carte” pela violência urbana no coliseu moderno em que foram transformadas as avenidas que sangram pela cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apenas com meus olhos, degusto pelas janelas que se abrem através dos jornais as notícias que são oferecidas como prato principal nas bancas, ao sabor de balas perdidas, vidas perdidas, enfim dos sonhos que se perderam nas praças de guerra que alimentam a desilusão e o medo de hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devoro com meus olhos, atraído pelas janelas virtuais, o banquete de barbárie que me é entregue via satélite, deixando-me empanturrado com os flashes de terror que mutilam o Brasil e o mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinto-me como um Jonas que observa impassível a cidade de Nínive se intoxicando com sua violência e incredulidade, ilusoriamente protegido por uma Társis feita de grades, alarmes e seguranças; mas, ainda assim, fico nauseado. O que preciso não é de um paliativo frente a indigestão, mas uma mudança de cardápio. Sou desafiado pelo exemplo de Jesus, que não se contenta em abrir as janelas do céu, mas desce para preparar uma nova refeição e nos convida a ser parte do tempero, possibilitando um novo sabor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;André Luís de Sant'Anna&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7856515914530081554-4832428765010991432?l=alosantanna.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alosantanna.blogspot.com/feeds/4832428765010991432/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7856515914530081554&amp;postID=4832428765010991432' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7856515914530081554/posts/default/4832428765010991432'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7856515914530081554/posts/default/4832428765010991432'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alosantanna.blogspot.com/2008/09/janela-indigesta.html' title='Janela Indigesta'/><author><name>alosantanna</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03710714729204221710</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_G1D6b_4U3YE/TNVPsR7YjfI/AAAAAAAAAFg/GKffUGLfrUg/S220/caricatura_html_m709dd5b6.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7856515914530081554.post-1584147313075466688</id><published>2008-08-25T09:22:00.000-07:00</published><updated>2008-08-25T09:28:46.826-07:00</updated><title type='text'>Degustações: Ludovico</title><content type='html'>Apotegmas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Os Pais do Deserto emitiam sentenças curtas, chamadas de apotegmas (do grego apóphthegma, resultado de apó + phthéggomai, que significa “falar  sentenciosamente”). São aforismos, frases breves, ensinamentos que eram transmitidos oralmente como orientação prática de vida para os discípulos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Os apotegmas surgem como fruto de uma vida piedosa, a partir da experiência da oração e da leitura meditativa das Escrituras. Foram, portanto, testados na vida dos santos. Apotegmas são sentenças existenciais que inspiram o estilo de vida parecido com o de Jesus de Nazaré.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Passados quase dezoito séculos, apresento alguns apotegmas que recolhi durante anos de ministério, alguns que ouvi de outros mestres contemporâneos e outros de inspiração pessoal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Felizes os sem-agenda, eles terão tempo de se relacionar com afeto e significado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Felizes os inseguros, pois colocarão sua confiança no Senhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a graça, todos os recomeços são possíveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem-aventurados os que não sabem, pois poderão perguntar e aprender.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A verdadeira espiritualidade não nos torna mais espirituais, e sim, mais humanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A comunhão cristã é a amizade humana consagrada pela presença do Senhor.&lt;br /&gt;Sofremos e o Senhor nos consola; consolados, tornamo-nos consoladores de outros que sofrem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ando pelo caminho, me perco do caminho, e o Caminho me reencontra, conduzindo-me de volta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto mais funda a ferida, mais fundo penetra a graça e o consolo de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sob o olhar amoroso de Deus, posso admitir minhas faltas, reconhecer minhas mazelas e confessar meus pecados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A alma progride não pelo pensamento, mas pelo afeto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ludovico, Osma. Meditatio. São Paulo: Mundo Cristão, 2007. p.66&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7856515914530081554-1584147313075466688?l=alosantanna.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alosantanna.blogspot.com/feeds/1584147313075466688/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7856515914530081554&amp;postID=1584147313075466688' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7856515914530081554/posts/default/1584147313075466688'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7856515914530081554/posts/default/1584147313075466688'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alosantanna.blogspot.com/2008/08/degustaes-ludovico_25.html' title='Degustações: Ludovico'/><author><name>alosantanna</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03710714729204221710</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_G1D6b_4U3YE/TNVPsR7YjfI/AAAAAAAAAFg/GKffUGLfrUg/S220/caricatura_html_m709dd5b6.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7856515914530081554.post-5045709500231562771</id><published>2008-08-08T06:21:00.000-07:00</published><updated>2008-08-08T06:23:17.137-07:00</updated><title type='text'>E no Meio do Caos Encontrei um Jardim</title><content type='html'>Aquele tinha sido um dia difícil, estava me sentindo enclausurado dentro de mim, imprensado por palavras e pessoas, e as minhas entranhas vertiam um sulco amargo, que embaçavam meu olhar. Foi quando uma porta se abriu, e vi a multidão escoando pela saída, enquanto uma voz anônima anunciava: - Estação Pavuna, estação terminal, desembarque obrigatório.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Arrastando os pés pela escada sentia meu ânimo escorrendo pelos degraus misturando-se a multidão que jorrava como cascata, indo desembocar naquele vale árido feito de carros rosnando pelas ruas, gente que se acotovelava pelas calçadas minguadas e produtos que eram despejados nos pedestres pelos vendedores.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Foi quando meus olhos pousaram sobre um jardim bem no meio daquele caos. No início pensei se tratar de uma miragem, mas uma luz leitosa inundava o cenário expulsando as sombras da dúvida. O caos em volta parecia querer devorá-lo, mas com firmeza o jardim seguia invadindo a cidade com beleza. Protegido por seu aroma, fui degustando o seu encanto que era servido em porções de bromélias, orquídeas, margaridas, rosas, violetas, tudo isso emoldurado por amor perfeito, samambaias, pinheiros, papoulas, begônias, jasmins e tulipas; e bem no meio deste oásis encontrei um chafariz pulsando como um coração.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;- O senhor deseja levar alguma coisa? - perguntou-me o floricultor. Meu pensamento voou para uma antiga promessa, anunciada bem antes do caos urbano moderno, e que ainda não perdeu a vitalidade: “O Senhor te guiará continuamente, e te fartará até em lugares áridos, e fortificará os teus ossos; serás como um jardim regado, e como um manancial, cujas águas nunca falham” (Isaías 58.11). E naquele momento preferi as sementes deste outro jardim.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;André Luís de Sant'Anna&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7856515914530081554-5045709500231562771?l=alosantanna.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alosantanna.blogspot.com/feeds/5045709500231562771/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7856515914530081554&amp;postID=5045709500231562771' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7856515914530081554/posts/default/5045709500231562771'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7856515914530081554/posts/default/5045709500231562771'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alosantanna.blogspot.com/2008/08/e-no-meio-do-caos-encontrei-um-jardim.html' title='E no Meio do Caos Encontrei um Jardim'/><author><name>alosantanna</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03710714729204221710</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_G1D6b_4U3YE/TNVPsR7YjfI/AAAAAAAAAFg/GKffUGLfrUg/S220/caricatura_html_m709dd5b6.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7856515914530081554.post-4925414515349739108</id><published>2008-08-02T17:10:00.000-07:00</published><updated>2008-08-02T17:21:28.061-07:00</updated><title type='text'>Degustações: Fernando</title><content type='html'>O Guardador de Rebanhos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alberto Caeiro, também conhecido como Fernando Pessoa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saúdo os que me lerem,&lt;br /&gt;Tirando-lhes o chapéu largo&lt;br /&gt;Quando me vêem à minha porta&lt;br /&gt;Mal a diligência levanta no cimo do outeiro.&lt;br /&gt;Saúdo-os e desejo-lhes sol,&lt;br /&gt;E chuva, quando a chuva é precisa,&lt;br /&gt;E que as suas casas tenham&lt;br /&gt;Ao pé duma janela aberta&lt;br /&gt;Uma cadeira predileta&lt;br /&gt;Onde se sentem, lendo meus versos.&lt;br /&gt;E ao lerem os meus versos pensem&lt;br /&gt;Que sou qualquer coisa natural -&lt;br /&gt;Por exemplo, a árvore antiga&lt;br /&gt;À sombra da qual quando crianças &lt;br /&gt;Se sentavam com um baque, cansados de brincar,&lt;br /&gt;E limpavam o suor da testa quente&lt;br /&gt;Com a manga do bibe riscado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pessoa, Fernando. &lt;em&gt;&lt;/em&gt;Poemas Completos de Alberto Caeiro&lt;em&gt;&lt;/em&gt;Martin Claret: São Paulo, 2006.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7856515914530081554-4925414515349739108?l=alosantanna.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alosantanna.blogspot.com/feeds/4925414515349739108/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7856515914530081554&amp;postID=4925414515349739108' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7856515914530081554/posts/default/4925414515349739108'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7856515914530081554/posts/default/4925414515349739108'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alosantanna.blogspot.com/2008/08/degustaes-fernando.html' title='Degustações: Fernando'/><author><name>alosantanna</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03710714729204221710</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_G1D6b_4U3YE/TNVPsR7YjfI/AAAAAAAAAFg/GKffUGLfrUg/S220/caricatura_html_m709dd5b6.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7856515914530081554.post-3838667284058485549</id><published>2008-06-30T15:25:00.000-07:00</published><updated>2008-06-30T15:31:37.625-07:00</updated><title type='text'>Sobre Culinária e Espiritualidade</title><content type='html'>Gostava mais do tempo em que o coração da casa ainda não tinha sido transplantado da cozinha para a sala, tempo em que as conversas aconteciam aquecidas pelo fogão e não cronometradas pelos intervalos comerciais da TV.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro-me dos dias da família reunida na cozinha enquanto o alimento era preparado. Fui muitas vezes testemunha ocular de como se transforma ovos, farinha, açucar, leite, manteiga e tantos outros ingredientes acrescidos, misturados e conduzidos por aquelas mãos que acariciavam, corrigiam, seguravam as minhas e me conduziam. E, ao serem levados ao fogo, dava-se a metamorfose: novas formas, um novo cheiro e um outro sabor. O bolo era mais que a mistura dos seus ingredientes, era algo indizivelmente maior.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Crescemos, nem sempre amadurecemos e seguimos aplicando a arte da culinária à vida.  Há quem prefira que a vida se reduza a congelados e microondas: rápida, prática, previsível e sem o sabor/saudade que nutriu a nossa infância.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Contudo, ainda não estão extintos os que entendem que na vida, as lágrimas, os desencontros, as esperas infindas, as situações inconclusas, bem como os sorrisos, os encontros, as vitórias, as respostas, são apenas ingredientes que ao serem misturados pelas mãos hábeis do Senhor podem nos conduzir a algo bem melhor do que imaginamos, indizivelmente maior, mas nas mãos erradas podem até ter o medonho resultado de “solar” a vida. Por isso, na vida e na espiritualidade, é preciso muito mais do que os ingredientes certos, mas o melhor Cozinheiro, que pode nos conduzir pelos aromas e sabores da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;André Luís de Sant'Anna&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7856515914530081554-3838667284058485549?l=alosantanna.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alosantanna.blogspot.com/feeds/3838667284058485549/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7856515914530081554&amp;postID=3838667284058485549' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7856515914530081554/posts/default/3838667284058485549'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7856515914530081554/posts/default/3838667284058485549'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alosantanna.blogspot.com/2008/06/sobre-culinria-e-espiritualidade.html' title='Sobre Culinária e Espiritualidade'/><author><name>alosantanna</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03710714729204221710</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_G1D6b_4U3YE/TNVPsR7YjfI/AAAAAAAAAFg/GKffUGLfrUg/S220/caricatura_html_m709dd5b6.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7856515914530081554.post-7688457555772650300</id><published>2008-06-26T10:34:00.000-07:00</published><updated>2008-06-26T10:37:54.266-07:00</updated><title type='text'>Degustações: Adélia</title><content type='html'>"Minha mãe cozinha exatamente:&lt;br /&gt;arroz, feijão-roxinho, molho de batatinhas.&lt;br /&gt;Mas cantava."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prado, Adélia. &lt;em&gt;&lt;/em&gt;O Coração Disparado.&lt;em&gt;&lt;/em&gt;Rio de Janeiro: Record, 2006.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7856515914530081554-7688457555772650300?l=alosantanna.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alosantanna.blogspot.com/feeds/7688457555772650300/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7856515914530081554&amp;postID=7688457555772650300' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7856515914530081554/posts/default/7688457555772650300'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7856515914530081554/posts/default/7688457555772650300'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alosantanna.blogspot.com/2008/06/degustaes-adlia.html' title='Degustações: Adélia'/><author><name>alosantanna</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03710714729204221710</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_G1D6b_4U3YE/TNVPsR7YjfI/AAAAAAAAAFg/GKffUGLfrUg/S220/caricatura_html_m709dd5b6.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7856515914530081554.post-3782254219587054147</id><published>2008-06-20T18:30:00.000-07:00</published><updated>2008-06-20T18:33:08.088-07:00</updated><title type='text'>A Jornada da Igreja: Uma Caminhada entre a Esteira e o Calçadão</title><content type='html'>Sobre os que são adeptos das caminhadas, seja em nome da estética ou da saúde, conheço pelo menos dois tipos: O primeiro é formado por um grupo de pessoas que prefere caminhar ao ar livre, em solidariedade com outros maratonistas do cotidiano; levados pelo leve sopro da brisa nossa de cada dia, caminham não para chegar em algum lugar, mas para desfrutar melhor do caminho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O segundo grupo é constituído por aqueles que preferem caminhar sobre a previsibilidade das esteiras ergométricas, tantas vezes solitários; apressados demais para aventurarem-se em meio aos infortúnios do calçadão, caminham em temperatura pré-determinada pelo ar condicionado, com a agenda nas mãos sabem onde desejam ir sem contudo se deslocarem para canto algum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejo que a jornada da igreja também pode ser assim percebida. Há igrejas que em nome de sua agenda, de seus alvos e propósitos, optam por caminharem nas esteiras da previsibilidade, tentando condicionar a temperatura de sua jornada à formulas USAdas de sucesso, e nem ao menos percebem que tantas vezes apesar do muito movimento ativamente elaborados não estão necessariamente chegando a lugar algum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, existem outras igrejas que se arriscam na imprevisibilidade do calçadão, onde os encontrões até podem ocorrer, mas levados pela brisa do  Espírito redescobrem que ser igreja não é atividade de academia e confinamento, mas um convite ao IDE para em obediência desfrutar do melhor Caminho. Porque “o vento sopra onde quer, ouves a sua voz, mas não sabe donde vem, nem para onde vai; assim é todo o que é nascido do Espírito.” (João 3.8).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;André Luís de Sant'Anna&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7856515914530081554-3782254219587054147?l=alosantanna.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alosantanna.blogspot.com/feeds/3782254219587054147/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7856515914530081554&amp;postID=3782254219587054147' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7856515914530081554/posts/default/3782254219587054147'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7856515914530081554/posts/default/3782254219587054147'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alosantanna.blogspot.com/2008/06/jornada-da-igreja-uma-caminhada-entre.html' title='A Jornada da Igreja: Uma Caminhada entre a Esteira e o Calçadão'/><author><name>alosantanna</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03710714729204221710</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_G1D6b_4U3YE/TNVPsR7YjfI/AAAAAAAAAFg/GKffUGLfrUg/S220/caricatura_html_m709dd5b6.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7856515914530081554.post-3855611399377317221</id><published>2008-06-10T11:40:00.000-07:00</published><updated>2008-06-10T11:44:55.066-07:00</updated><title type='text'>Degustações: Nouwen</title><content type='html'>esperança&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Ter esperança significa manter-se vivo&lt;br /&gt;em meio ao desespero&lt;br /&gt;é continuar cantando&lt;br /&gt;nas trevas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ter esperança é saber que há amor, &lt;br /&gt;é confiar no amanhã,&lt;br /&gt;é cair no sono&lt;br /&gt;e despertar de novo&lt;br /&gt;quando nasce o sol.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nouwen, Henri. Oração: O que é, como se faz. São Paulo:Edições Loyola, 2004.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7856515914530081554-3855611399377317221?l=alosantanna.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alosantanna.blogspot.com/feeds/3855611399377317221/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7856515914530081554&amp;postID=3855611399377317221' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7856515914530081554/posts/default/3855611399377317221'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7856515914530081554/posts/default/3855611399377317221'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alosantanna.blogspot.com/2008/06/degustaes-nouwen.html' title='Degustações: Nouwen'/><author><name>alosantanna</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03710714729204221710</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_G1D6b_4U3YE/TNVPsR7YjfI/AAAAAAAAAFg/GKffUGLfrUg/S220/caricatura_html_m709dd5b6.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7856515914530081554.post-6420705737489128655</id><published>2008-05-26T07:39:00.000-07:00</published><updated>2008-05-26T07:40:56.750-07:00</updated><title type='text'>O Ataque</title><content type='html'>Era uma vez uma pequena igreja localizada na periferia de uma cidade já não tão maravilhosa, que começou à ser alvo de constantes ataques anônimos que revelavam uma ação orquestrada à fim de destruir esta simpática comunidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Dizem que o responsável pelo ataque é um profissional de larga experiência em conspirações e massacres de cristãos de modo em geral. Há quem diga que para a suposta missão na tal igreja, ele teria posto em sua mochila itens de alta periculosidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Os rastros de sua investida foram sendo notados no cotidiano da comunidade, que mesmo sob ataque letal não se dava conta do enredo em que estava envolvida, afinal sua estratégia era refinadamente diversificada. Ouvi dizer que andou disseminando um vírus bio-espiritual que provocava fixação umbilical, capaz de surpreender até mesmo o pai da psicanálise, visto que os que estão sob seu efeito nada conseguem focar à não ser seu próprio umbigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; De modo que se propagou por aquelas redondezas um surto de “umbigo-centrismo”, onde as pessoas antes tão amáveis umas com as outras e solicitas, agora evidenciavam uma indiferença e egoísmo em níveis mortais para a vivência comunitária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Contudo, num golpe letal a mente diabólica por trás destes ataques programou uma arma de destruição em massa capaz de arrasar nações inteiras, entretanto, naquele momento seu alvo eram as famílias e os irmãos daquela pequena congregação cristã. Tratava-se de uma bomba suja que era conhecida como “língua maldita”, assim chamada pois produzia como principal sintoma um modo de falar que difamava, maldizia e acusava o outro, este que é alvo do amor e cuidado divino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O estranho deste ataque é que a principal arma de defesa e também antídoto, estava ao alcance de cada crente daquela singela comunidade, que curiosamente desconhecia e ignorava a potência da Bíblia que levavam em suas mãos mas estava tão distante de seus corações. E nesta recusa em se submeterem à Palavra que poderia salvá-los daquela devastação seguiam definhando na alma sem saber o que de fato os atingia.  “Quem tem ouvidos para ouvir, ouça.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;André Luís de Sant'Anna&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7856515914530081554-6420705737489128655?l=alosantanna.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alosantanna.blogspot.com/feeds/6420705737489128655/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7856515914530081554&amp;postID=6420705737489128655' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7856515914530081554/posts/default/6420705737489128655'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7856515914530081554/posts/default/6420705737489128655'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alosantanna.blogspot.com/2008/05/o-ataque.html' title='O Ataque'/><author><name>alosantanna</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03710714729204221710</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_G1D6b_4U3YE/TNVPsR7YjfI/AAAAAAAAAFg/GKffUGLfrUg/S220/caricatura_html_m709dd5b6.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7856515914530081554.post-698143784984973281</id><published>2008-05-17T09:00:00.000-07:00</published><updated>2008-05-17T09:06:26.046-07:00</updated><title type='text'>Aqueles Olhos</title><content type='html'>Era uma vez uma mulher que um dia ganhou novos olhos, e com eles via tudo diferente.  Senão, como explicar que desde quando ela constatou: - “Estou grávida!” - passou a enxergar tudo com outros olhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Ao chegar em casa pôs-se a experimentar seus novos olhos e não parou mais.  Examinava o ventre, e enxergava embaixo da superfície que parecia exibir a mesma silhueta, a promessa do futuro. Examinou o quarto, e enxergou por trás da ausência a presença do sonho materno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Revisitando as páginas da minha história, me dei conta de que você trazia um brilho renovado nos olhos que refletiam os primeiros passos que dei, as primeiras palavras que balbuciei, até mesmo nas batalhas e conquistas que se sucediam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; E ainda hoje é no reflexo do teu olhar materno que construo o caminho  e semeio o cuidado para transformar a realidade onde você também cultivou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;André Luís de Sant'Anna&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7856515914530081554-698143784984973281?l=alosantanna.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alosantanna.blogspot.com/feeds/698143784984973281/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7856515914530081554&amp;postID=698143784984973281' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7856515914530081554/posts/default/698143784984973281'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7856515914530081554/posts/default/698143784984973281'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alosantanna.blogspot.com/2008/05/aqueles-olhos.html' title='Aqueles Olhos'/><author><name>alosantanna</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03710714729204221710</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_G1D6b_4U3YE/TNVPsR7YjfI/AAAAAAAAAFg/GKffUGLfrUg/S220/caricatura_html_m709dd5b6.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7856515914530081554.post-7598819057826950806</id><published>2008-05-12T11:33:00.000-07:00</published><updated>2008-05-12T11:36:47.936-07:00</updated><title type='text'>Entre Reformas e Algo Mais</title><content type='html'>Andou pelos cômodos corroídos pelo tempo. No telhado encontrou uma goteira, tal qual tic-tac de relógio a gotejar; recaíndo os olhos avistou a ausência deixada pelo piso, que exibia como em um sorriso banguela o chão duro da casa; as paredes descascadas davam um aspecto mórbido, como se as entranhas do lugar estivessem a mostra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Enquanto caminhava examinando as instalações, uma penumbra de abandono ia seguindo seus passos, espreitando por sobre seus ombros, deixando exalar um odor de mofo que parecia impregnar a alma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; “Precisamos de um reforma”, declarou ele, e nesta hora já não falava somente da casa. Olhava-se como um espelho diante daquela construção.  A casa apresentava-se como uma extensão da sua própria exstência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Ao abrir os olhos – janelas da alma – para iluminar os porões do coração, tateando as reformas de que ele mesmo necessitava, confrontava a validade de suas escolhas, enfim procurava pelos buracos no chão do seu comportamento. De fato, havia trabalho a fazer, se nos olharmos bem sempre haverá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;André Luís de Sant'Anna&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7856515914530081554-7598819057826950806?l=alosantanna.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alosantanna.blogspot.com/feeds/7598819057826950806/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7856515914530081554&amp;postID=7598819057826950806' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7856515914530081554/posts/default/7598819057826950806'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7856515914530081554/posts/default/7598819057826950806'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alosantanna.blogspot.com/2008/05/entre-reformas-e-algo-mais.html' title='Entre Reformas e Algo Mais'/><author><name>alosantanna</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03710714729204221710</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_G1D6b_4U3YE/TNVPsR7YjfI/AAAAAAAAAFg/GKffUGLfrUg/S220/caricatura_html_m709dd5b6.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7856515914530081554.post-3490318678687125729</id><published>2008-05-08T12:37:00.000-07:00</published><updated>2008-05-08T12:40:59.705-07:00</updated><title type='text'>Degustações: Rubem</title><content type='html'>&lt;em&gt;cartas&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Para isto se escrevem as cartas de amor. Não para dar notícias, não para contar nada, não para repetir as coisas por demais sabidas, mas para que mãos separadas se toquem, ao tocarem a mesma folha de papel.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alves, Rubem. O Retorno e Terno.Campinas: 1992.p.44&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;crescimento de igreja&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O que importa não é o crescimento, puro e simples, crescimento que preserva a continuidade das relações de dominação, mas o salto qualitativo que transforma os homens de objetos em sujeitos de sua própria história.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alves, Rubem.O Suspiro dos Oprimidos.São Paulo:1999.p.129&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7856515914530081554-3490318678687125729?l=alosantanna.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alosantanna.blogspot.com/feeds/3490318678687125729/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7856515914530081554&amp;postID=3490318678687125729' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7856515914530081554/posts/default/3490318678687125729'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7856515914530081554/posts/default/3490318678687125729'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alosantanna.blogspot.com/2008/05/degustaes-rubem.html' title='Degustações: Rubem'/><author><name>alosantanna</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03710714729204221710</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_G1D6b_4U3YE/TNVPsR7YjfI/AAAAAAAAAFg/GKffUGLfrUg/S220/caricatura_html_m709dd5b6.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7856515914530081554.post-1384088955935727891</id><published>2008-04-28T08:58:00.000-07:00</published><updated>2008-04-28T09:01:46.292-07:00</updated><title type='text'>Sobre Sapatos, Unhas e Odres</title><content type='html'>O homem seguia com seus passos trôpegos, como coisa que não consegue correr, algo não ia bem com seus pés. A paisagem a volta perdia o colorido, sua atenção estava ancorada nos pés que latejavam há dias. Seria algo grave? Perdia-se ele em pensamentos ao mancar pelas ruas da cidade.  Até que, enquanto passava em frente a uma sapataria, resolveu comprar um número de sapatos um pouco maior, foi o remédio de que precisava. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao escrever esta história, uma janela se abriu e comecei a rever uma crônica escrita pelo autor português José Saramago, quando ele narra sobre um caso que se passou em um sanatório, onde um homem de uns cinqüenta anos tinha grande dificuldade em andar. Chegando um dia a aparecer de bengalas.  Até que um dia alguém o interpelou pedindo que mostrasse os pés, relutante apresentou os pés.  O que se viu foi de assustar, as unhas foram crescendo, encurvando-se para baixo e indo enterrar-se a baixo dos dedos. Ao ser indagado porque não as cortou, respondeu: - não sabia que era preciso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi quando repentinamente outra janela se abriu, nela Jesus ensinava aos seus discípulos sobre a necessidade de ajustar-se para comportar as novidades do Evangelho, dizendo que não se coloca vinho novo em odres velhos, porque quando o vinho fermenta a bolsa gasta não suporta, por isso é necessário colocar vinho novo em odres novos (Mateus 9. 17). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Decidi deixar aqui estas três histórias, sem comentários. Para pensarmos, devagar, na espera de uma chave que abra as portas entre elas ou de encontrar os aspectos que lhes sejam comuns.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;André Luís de Sant'Anna&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7856515914530081554-1384088955935727891?l=alosantanna.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alosantanna.blogspot.com/feeds/1384088955935727891/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7856515914530081554&amp;postID=1384088955935727891' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7856515914530081554/posts/default/1384088955935727891'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7856515914530081554/posts/default/1384088955935727891'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alosantanna.blogspot.com/2008/04/sobre-sapatos-unhas-e-odres.html' title='Sobre Sapatos, Unhas e Odres'/><author><name>alosantanna</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03710714729204221710</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_G1D6b_4U3YE/TNVPsR7YjfI/AAAAAAAAAFg/GKffUGLfrUg/S220/caricatura_html_m709dd5b6.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7856515914530081554.post-6216673742039593129</id><published>2008-04-25T15:08:00.000-07:00</published><updated>2008-04-25T15:16:36.485-07:00</updated><title type='text'>Degustações: Judith</title><content type='html'>"Ao entrar no mundo, tentamos distinguir a ficção do fato, as fantasias e os sonhos daquilo que realmente acontece. Ao entrar no mundo, tentamos aceitar os compromissos do fim da infância.  Ao entrar no mundo além dos elos da carne e do sangue, tentamos formar amizades puras. Mas esses relacionamentos voluntários, como todos os outros, trarão desapontamentos e alegrias."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viorst, Judith. &lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;/span&gt;Perdas Necessárias.&lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;/span&gt;São Paulo: Melhoramentos, 1988.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7856515914530081554-6216673742039593129?l=alosantanna.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alosantanna.blogspot.com/feeds/6216673742039593129/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7856515914530081554&amp;postID=6216673742039593129' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7856515914530081554/posts/default/6216673742039593129'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7856515914530081554/posts/default/6216673742039593129'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alosantanna.blogspot.com/2008/04/degustaes-judith.html' title='Degustações: Judith'/><author><name>alosantanna</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03710714729204221710</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_G1D6b_4U3YE/TNVPsR7YjfI/AAAAAAAAAFg/GKffUGLfrUg/S220/caricatura_html_m709dd5b6.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7856515914530081554.post-7970597297005071368</id><published>2008-04-20T12:47:00.000-07:00</published><updated>2008-04-20T13:00:03.360-07:00</updated><title type='text'>O Menino, o Pai e o Barquinho</title><content type='html'>O menino seguia indiferente ao trajeto feito pelo trem, ignorava as pessoas que saculejavam no ritmo da composição. Seus olhos estavam ancorados no barquinho de papel que jazia esquecido no banco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando as portas do vagão se abriram na estação de destino, o menino já levava o barquinho navegando nas mãos. Contrastando com a confusão dos passageiros apressados, ele velejava tranquilo na segurança da mão do pai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto, seguia o menino e seu pai, ele cantava: “Meu barco é pequeno tão grande é mar, Jesus segura minha mão. Ele é meu piloto e tudo vai bem na viagem para Jerusalém”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquela hora, de mãos dadas com o menino orei com o poema da Adélia Prado: “Oh Deus me dá de novo 5 anos, me dá a mão, me cura de ser grande”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas entrelinhas: &lt;em&gt;Este texto é um dos mais saborosos que tive a oportunidade de escrever, pois foi vivido tal como escrito numa viagem com o Lucas entre as estações de metrô da Praça Onze e Estácio, quando ele ainda estava com seis anos. Quando mostrei a ele o texto que vivemos juntos publicado na Manancial de 2007, ele me perguntou: por que meu nome não saiu também pai? Por isso a devida correção de autoria.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;André Luís e Lucas de Sant'Anna&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7856515914530081554-7970597297005071368?l=alosantanna.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alosantanna.blogspot.com/feeds/7970597297005071368/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7856515914530081554&amp;postID=7970597297005071368' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7856515914530081554/posts/default/7970597297005071368'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7856515914530081554/posts/default/7970597297005071368'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alosantanna.blogspot.com/2008/04/o-menino-o-pai-e-o-barquinho.html' title='O Menino, o Pai e o Barquinho'/><author><name>alosantanna</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03710714729204221710</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_G1D6b_4U3YE/TNVPsR7YjfI/AAAAAAAAAFg/GKffUGLfrUg/S220/caricatura_html_m709dd5b6.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7856515914530081554.post-3056837244321396536</id><published>2008-04-16T07:42:00.000-07:00</published><updated>2008-04-16T08:00:28.831-07:00</updated><title type='text'>Degustações: Ricardo</title><content type='html'>"Amigos são dádivas de Deus. Não os fabricamos, apenas os recebemos com alegria e gratidão e os cultivamos com amor e dedicação.  No entanto, vale lembrar que eles não são substitutos de Deus, pois trazem consigo suas limitações e fraquezas. Seu amor não é infalível, muito menos perfeito. Se temos medo de amar, se não aceitamos os riscos e as deficiências da amizade, então dificilmente construiremos os vínculos da comunhão."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Barbosa, Ricardo. &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Janelas para a Vida&lt;/span&gt;. Curitiba: Encontro, 1999.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7856515914530081554-3056837244321396536?l=alosantanna.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alosantanna.blogspot.com/feeds/3056837244321396536/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7856515914530081554&amp;postID=3056837244321396536' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7856515914530081554/posts/default/3056837244321396536'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7856515914530081554/posts/default/3056837244321396536'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alosantanna.blogspot.com/2008/04/degustaes-ricardo.html' title='Degustações: Ricardo'/><author><name>alosantanna</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03710714729204221710</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_G1D6b_4U3YE/TNVPsR7YjfI/AAAAAAAAAFg/GKffUGLfrUg/S220/caricatura_html_m709dd5b6.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7856515914530081554.post-711038741636871024</id><published>2008-04-11T09:12:00.000-07:00</published><updated>2008-04-11T09:22:20.041-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Baú de Prioridades&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Bem que a gente poderia fazer uma faxina daquelas, você não acha? Quanta coisa inútil a gente vai entulhando ao longo da vida. E veja que não estou falando de papéis, objetos antigos e restos de materiais que sempre acreditamos que algum dia terão serventia. Falo de uma arrumação nos armários da alma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Fico imaginando que se fizéssemos uma limpeza geral em nossas agendas, compromissos e afazeres, boa parte poderia ir direto para o lixo. Sobraria mais tempo para dar e receber carinho, conviver, transcender; ao invés de ficar correndo atrás de dez mil coisas que só fazem aumentar a taxa de stress.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Acredito que vale a pena vasculharmos as gavetas do coração, e se lá encontrarmos ressentimentos, amarguras ou até mesmo rancor, poderíamos despejar tudo isto no ralo do recomeço, e seguirmos a trajetória bem mais leves.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O desafio é que cada um examine o seu baú de prioridades, a fim de fazermos as arrumações necessárias e assim aliviar o coração, a mente e a vida; a esta faxina no baú de prioridades, que eventualmente pode alcançar nossas bolsas e agendas, é que costumamos chamar de amadurecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Nas entrelinhas&lt;/strong&gt;: &lt;em&gt;Este texto escrevi faz um tempinho para refletir sobre como queremos seguir na vida, arrastando bagagens desnecessárias ou com passos leves. Na hora estava pensando no início de ano, era janeiro, mas depois me dei conta que podia servir para outros começos.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;André Luís de Sant'Anna&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7856515914530081554-711038741636871024?l=alosantanna.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alosantanna.blogspot.com/feeds/711038741636871024/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7856515914530081554&amp;postID=711038741636871024' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7856515914530081554/posts/default/711038741636871024'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7856515914530081554/posts/default/711038741636871024'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alosantanna.blogspot.com/2008/04/ba-de-prioridades-andr-lus-de-santanna.html' title=''/><author><name>alosantanna</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03710714729204221710</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_G1D6b_4U3YE/TNVPsR7YjfI/AAAAAAAAAFg/GKffUGLfrUg/S220/caricatura_html_m709dd5b6.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7856515914530081554.post-1467806044660234249</id><published>2008-04-11T08:56:00.000-07:00</published><updated>2008-04-11T09:11:52.117-07:00</updated><title type='text'>Degustações: Rubem e Lya</title><content type='html'>Para este espaço onde serão servidos fragmentos das leituras que tenho feito, resolvi começar por dois autores de onde tenho me fartado faz tempo! Fique a vontade, e pode experimentar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;fé&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Ter fé não é ver coisas que os outros não vêem, mas ver as coisas que todos vêem com outros olhos. Questão de perspectiva.” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alves, Rubem. O Enigma da Religião. Campinas:1988.p. 149&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;escrevendo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Minha literatura não emerge de águas tranquilas: fala de minhas perplexidades enquanto ser humano, escorre de fendas onde se move algo que, inalcançável, me desafia. Escrevo quase sempre sobre o que não sei"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Luft, Lya. O Rio do Meio. Record:2003.p.14&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sejam bem-vindos!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7856515914530081554-1467806044660234249?l=alosantanna.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alosantanna.blogspot.com/feeds/1467806044660234249/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7856515914530081554&amp;postID=1467806044660234249' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7856515914530081554/posts/default/1467806044660234249'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7856515914530081554/posts/default/1467806044660234249'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alosantanna.blogspot.com/2008/04/degustaes-rubem-e-lya.html' title='Degustações: Rubem e Lya'/><author><name>alosantanna</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03710714729204221710</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_G1D6b_4U3YE/TNVPsR7YjfI/AAAAAAAAAFg/GKffUGLfrUg/S220/caricatura_html_m709dd5b6.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7856515914530081554.post-3533999731173435832</id><published>2008-04-08T12:37:00.000-07:00</published><updated>2008-04-09T05:16:50.769-07:00</updated><title type='text'>Novo Espaço</title><content type='html'>Olá amigos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Estou experimentando este novo espaço na tentativa de compartilhar com os amigos, novos e antigos, os textos que tenho escrito nos últimos anos além do material novo que tenho elaborado.&lt;/div&gt;&lt;br&gt;&lt;div align="justify"&gt;Acredito que aqui a via poderá ser potencialmente de mão dupla, visto que além de deixar alguns dos meus &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;registros&lt;/span&gt; também vou poder ter acesso as suas impressões.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br&gt;&lt;div align="justify"&gt;Uma outra coisa que andei pensando foi preparar um tipo de "Degustação de Citações", onde alguns dos fragmentos do que tenho lido serão depositados como convite aos interessados em experimentarem e , caso queiram, darem continuidade na leitura sugerida.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br&gt;&lt;div align="justify"&gt;De modo que deixo por aqui pelo menos duas vezes por semana os textos que escrevo e os que leio, e volto para ver o que você compartilha comigo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br&gt;&lt;div align="justify"&gt;Desde já, agradeço!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br&gt;&lt;div align="justify"&gt;Um abraço,&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br&gt;&lt;div align="justify"&gt;André Luís de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;Sant&lt;/span&gt;'&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;Anna&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7856515914530081554-3533999731173435832?l=alosantanna.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alosantanna.blogspot.com/feeds/3533999731173435832/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7856515914530081554&amp;postID=3533999731173435832' title='17 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7856515914530081554/posts/default/3533999731173435832'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7856515914530081554/posts/default/3533999731173435832'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alosantanna.blogspot.com/2008/04/novo-espao.html' title='Novo Espaço'/><author><name>alosantanna</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03710714729204221710</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_G1D6b_4U3YE/TNVPsR7YjfI/AAAAAAAAAFg/GKffUGLfrUg/S220/caricatura_html_m709dd5b6.jpg'/></author><thr:total>17</thr:total></entry></feed>
